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No Habitat de uma Introvertida

Aqui partilho com o mundo tudo o que me inspira e faz parte da minha vida criativa. E se és introvertido/a é provável que aqui te sintas em casa. "I have no special talents. I am only passionately curious." - Albert Einstein

No Habitat de uma Introvertida

Aqui partilho com o mundo tudo o que me inspira e faz parte da minha vida criativa. E se és introvertido/a é provável que aqui te sintas em casa. "I have no special talents. I am only passionately curious." - Albert Einstein

Seg | 16.04.18

Criatividade: é para viver já!

Sandra Sequeira

Criatividade.jpg

 

Peguem num bom copo de vinho ou chávena de chá, ou café (o que seja que vos faça mais felizes) e acomodem-se, que hoje vamos falar de CRIATIVIDADE.

 

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(Sim, foi uma "branca". É isto que acontece quando a criatividade apenas vive na nossa cabeça e não a exercitamos; quando vamos tentar fazê-lo de forma intencional, quando fazemos aquela tentativa de exteriorização, a inspiração dá aquela risada de gozo, carrega fundo no acelerador e deixa-nos na berma da estrada, com um ar muito estúpido...)

 

Nós somos seres criativos. Todos nós (mesmo aqueles que se consideram demasiado práticos, ou físicos)!

 

A criatividade é toda a nossa maneira de estar na vida. Desde a forma como organizas a tua casa, até à forma como resolves um problema no trabalho.

 

Nós somos obras de arte em permanente construção e raramente nos consciencializamos verdadeiramente disso. O que é uma pena!

 

Foi-nos dada uma licença temporária para viver neste planeta e, contudo, a tendência é vivermos maquinalmente, sem aproveitarmos ao máximo o que está à nossa disposição e, principalmente, as nossas próprias ferramentas, para acrescentar valor a esta experiência.

 

Quantos de nós, passados uns 20 anos desde que saímos da Escola/Faculdade, trabalhamos, constituímos família e pensamos: "Bolas, devia ter tirado aquela licenciatura em Inglês e estava agora sentada em casa a fazer traduções no meu pc, com flexibilidade de horários, para poder fazer outras mil e uma coisas que adoro." (Conheço alguém assim...)

 

Ou: "Bolas, devia ter tirado aquele curso de Jardinagem em vez de só o poder fazer nas horas vagas."

 

Ou pior! Nem sequer nas horas vagas o fazer!!!

 

Ultimamente, tenho sentido que é uma enorme perda quando deixamos morrer os nossos talentos. E isso acontece porque nos preocupamos com a "estabilidade" (nós vivemos numa bola gigante, suspensa no sistema solar, mas ok...). E, claro que isso tem muito a ver com a nossa cultura. A importância do "ter" e da "segurança" está muito enraizada na cultura dos nossos pais e foi isso que nos transmitiram (a geração dos 80 que me desminta, se eu estiver errada).

 

Da minha experiência pessoal, quando no 9º ano fiz os testes psicotécnicos, o que é que me saiu na rifa: Artes. ARTES?!?... What?... Estamos nos anos 90, na Ilha de São Jorge, Açores (a internet a dar os primeiros passos na minha escola). Não vou entrar em pormenores, mas a minha família era definitivamente pobre; o que é que eu ía fazer em Artes?... Com o pouco (nada) que sabia do mundo naquela altura, foi quase instantâneo o descartar de seguir algo tão "intangível".

 

Vai daí, o que é que a pessoa faz? Na altura, com poucas opções, mete-se num Curso Tecnológico de Animação Social (só para fugir à Matemática e às Ciências).

 

Vale lembrar que a pessoa é INTROVERTIDA! Introversão versus Animação Social. Grande escolha, sim senhora. What the hell were you thinking???...

 

E é o sobrevalorizar da "estabilidade" e este desacreditar na possibilidade da vivência dos nossos dons que nos leva a deixar para trás pedaços importantes daquilo que somos e, pior que tudo, ocupar tanto tempo da nossa vida em algo que não faz parte da nossa natureza.

 

É que passar um terço do nosso dia a fazer algo que não nos é agradável, é uma grande chatice e um enorme desperdiçar de vida!

 

Dito isto, é perfeitamente possível ser feliz com os nossos dons nas horas vagas e ter um trabalho das 09h00 às 18h00, que nada tenha a ver.

 

Podem até dizer-me que, na maioria das vezes, é a alternativa que temos, dependendo do meio onde vivemos... mas eu, cada vez mais, acredito que o que às vezes falta é um pouco de CRIATIVIDADE e CORAGEM de fazer a vida que gostaríamos... porque mesmo na nossa vida ideal, nada é sem esforço, dedicação e sacrifício.

 

É que, se calhar, não podemos ter tudo...

 

E do que é que estamos dispostos a abir mão?...

 

Será que vale a pena sacrificar 1760 horas (por ano) da nossa vida, para termos dinheiro para fazer uma vida dentro dos parametros da sociedade atual (comprar carro, comprar casa, fazer uma viagem por ano, nem que seja "férias cá dentro"..., ter uma bimby, ter o melhor telemóvel que o orçamento der, pagar umas rodadas de bebidas aos amigos, aos fins-de-semana, "naquele bar" e comprar uns berloques para meter na pulseira da "Pandora"...)? 

 

Ou será que vale a pena simplesmente ser feliz nessas mesmas 1760 horas, a fazer algo que realmente nos dê prazer, e não ir viajar a lado nenhum, nem ter casa própria, nem nada dessas coisas que nos fazem acreditar que "precisamos"?... 

 

Numa palavra: DESAPEGO.

 

Ou tens o desapego suficiente pelos teus talentos para que possas sentir-te realizado com um trabalho que pode não ser o ideal para ti, mas que, de alguma forma, ajuda alguém e vens para casa com o sentimento de dever cumprido e vives os teus talentos no departamento dos hobbies; ou tens o desapego "pelas coisas" e vives os teus talentos a tempo inteiro, mesmo que isso não te permita o melhor dos confortos.

 

E eu ainda posso ser mais realista... Essas 1760 horas, a serem remuneradas com o ordenado mínimo em Portugal, não dão para grandes confortos ou fazeres muitos planos de viagens (you better forget the bimby, babe)... 

 

Seja como for, o que acho importante é que não deixemos perder o que nos dá entusiasmo. Há sempre formas de o fazermos. Seja a tempo inteiro ou parcial.

 

Reservar um bocadinho, todos os dias, para expressarmos a nossa criatividade, de uma forma que nos dê prazer, tranquilidade e alegria é fundamental para vivermos esta incrível experiência da Vida!

 

Os nossos talentos são para viver JÁ!!! E talvez tenhamos de ser criativos para arranjar tempo de o fazer, mas não dá para deixar "morrer" as coisas importantes e únicas que nos definem.

 

E se o que te definir for ter cabelo cor de rosa, DO IT!!! Telefona já à tua Cabeleireira e marca!

 

Que seca, esta coisa de termos de "encaixar no puzzle" monocromático da mesmice...

 

PINTA A TUA VIDA COM AS TUAS CORES PREFERIDAS!!!

 

O que é que gostam verdadeiramente de fazer? Estão a fazê-lo? E se não estão, porquê? O que é que vos está a retrair? O que de pior podia acontecer se se atrevessem?...

 

Pensem nisso... e coloquem nos comentários abaixo! ;)


Sejamos criativos, seja lá o que for que isso signifique para cada um de nós. :)

 

 

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