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No Habitat de uma Introvertida

Aqui partilho com o mundo tudo o que me inspira e faz parte da minha vida criativa. E se és introvertido/a é provável que aqui te sintas em casa. "I have no special talents. I am only passionately curious." - Albert Einstein

No Habitat de uma Introvertida

Aqui partilho com o mundo tudo o que me inspira e faz parte da minha vida criativa. E se és introvertido/a é provável que aqui te sintas em casa. "I have no special talents. I am only passionately curious." - Albert Einstein

Seg | 23.04.18

Lidar com a adversidade...

Sandra Sequeira

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Antes de mais, um grande ALERTA VERMELHO,

porque este talvez seja o post mais sem filtro que vão ver neste Habitat!!!

 

Hoje partilho aqui um texto que escrevi há um ano atrás, e que publiquei na minha página de facebook, numa fase especial da minha vida, bem marcada pela adversidade...

 

Nessa altura, encontrei, por mero acaso, um vídeo de uma entrevista a um blogger, acerca de um livro que ele escreveu, baseado num post que ele publicou na sua página em 2015 e BAM!!!

 

Era exatamente aquilo!

 

As emoções corriam e o ímpeto de escrever foi forte (tão característico dos introvertidos)...

 

Daquela força que te sai das entranhas pelos dedos fora, transportando-te para um verdadeiro estado frenético, em que depois quem paga são as teclas do computador. 

 

My kind of adrenaline!

 

E atenção, que não é, de todo, um texto extraordinário (nem este, nem outros que eu já escrevi e que não sei se algum dia serão expostos à luz da blogosfera)! Mas é crú de tão autêntico. E escrever nesse estado de autenticidade é um momento de catarse fantástico!!! 

 

Escrever, para mim, sempre foi terapêutico.

 

E foi uma pena, nessa altura, ainda não ter criado este espaço, que seria bem mais indicado para esta partilha do que na minha página pessoal de facebook.

 

Porque eu não pretendo, com este blog, criar apenas um espaço de unicórnios, arco-irís e algodão doce...

 

Este blog é um abraço à autênticidade, com qualidades e defeitos! Isso envolve humor, sarcasmo, alegria, revolta, cor e preto no branco.

 

Hoje é mais preto no branco mesmo (e se calhar é mais preto que branco)! :P

 

Aqui fica registado esse momento crú, de há um ano atrás (e volto a alertar que não é um texto politicamente correto!!!):

 

Algumas pessoas têm demonstrado uma certa admiração pela minha atitude positiva face a situações negativas...


Afinal, porque é que eu lido tão bem com a adversidade?

 

Because (subtilmente) I DON´T GIVE A F*CK!

 

Não existe nenhum segredo. É apenas uma arte que se aprende.

 

Não é que eu seja indiferente às situações ou que não sofra com elas (isso seria uma forma de negação e não é assim que se resolvem problemas); é aceitar e estar confortável com a adversidade.

 

Por mais bem sucedida que pensemos ser a nossa vida, shit happens!!!

 

Querer estar sempre bem é a coisa mais irrealista a que se pode aspirar na vida. E é perfeitamente estúpido pensar que isso é possível.

 

Não vamos estar sempre bem.

 

Não vamos agir sempre bem.

 

Nem sempre vão agir bem connosco.

 

THAT´S LIFE!!!

 

Get the f*ck over it!

 

Para quê perder tempo a culpar as pessoas?...

 

Para quê perder tempo a culpar-nos a nós próprios?...

 

Eu vejo pessoas que "semeiam ventos e colhem tempestades" e depois queixam-se que os outros é que lhes lixam a vida. Mas vou-lhes dar alguma lição de moral? Não.

 

Because I DON´T GIVE A F*CK!

 

Cada um tem a sua própria jornada e as suas lições a aprender (se quiser).

 

Eu tomo responsabilidades pelas "merd@s" que atraio para a minha vida.

 

Algumas pessoas, ao ler este post, vão pensar: Mas "esta" porque é que não escreve tudo em português e "inglésa" no meio das "porcarias" que escreve?..." - Well, I DON´T GIVE A F*CK!

 

"E porque é que ela usa a página de facebook dela como se fosse um blogue e escreve estas "porcarias" para aqui?..." - Again, I DON´T GIVE A F*CK (embora a ideia de um blogue não fosse má...)!

 

A QUESTÃO É: sermos honestos connosco próprios e escolhermos as coisas que valem realmente a pena darmos a nossa atenção, o nosso esforço, a nossa luta e o nosso sofrimento.

 

Vou dar atenção ao facto de terem agido mal comigo, ou vou dar atenção àquilo que tenho de fazer para concretizar os meus objetivos?

 

Vou dar atenção a um sentimento de culpa (martirizar-me ou vitimizar-me e culpar tudo e todos) porque agi mal com alguém, ou vou dar atenção ao que tenho de fazer para agir e ser melhor?

 

Sim, todos nós caímos de vez em quando.

 

F*CK THAT!!!

 

Vou levantar-me e, mesmo com nódoas negras, vou ir para onde quero!

 

Se tiver que desiludir alguém, I DON´T GIVE A F*CK.

 

Se tiver que perder algumas coisas para viver mais de acordo com a minha essência, I DON´T GIVE A F*CK.

 

Se tiver que ouvir que sou uma egoísta alíenada, guess what?!?... Yeap. Isso mesmo que devem estar a pensar!

 

A adversidade é a chave para o nosso auto-conhecimento e evolução.

 

Ela diz-nos coisas sobre nós próprios que preferíamos não saber e indica-nos caminhos difíceis de percorrer...

 

É como uma super-heroína que "nos bate à porta e estraga a festa"... mas no fim, damos-lhe um aperto de mão e agradecemos pela lição, pelas mudanças que ela trouxe à nossa vida e principalmente por nos ter forçado a ver mais um pouco do nosso verdadeiro potencial (tantas vezes adormecido por não sairmos da nossa zona de conforto).

 

Posto isto, há um "gajo" chamado Mark Manson que nos revela a teoria desta arte que eu, curiosamente, já ponho em prática (ontem é que me deparei com ele no youtube, numa entrevista que ele deu sobre o livro que ele escreveu: The Subtle Art of Not Giving a F*ck, inspirado num artigo que ele escreveu há pouco mais de dois anos atrás).

 

Fica aqui o artigo que ele tem no site dele e que eu recomendo (porque ao contrário deste post THAT NO ONE SHOULD GIVE A F*CK ABOUT, o artigo dele é absolutamente hilariante and eye oppening): https://markmanson.net/not-giving-a-fuck 

 

Sim, a coisa estava intensa!... 

 

E confesso que eu estava revoltada com a falta de bom senso e a falha em assumir responsabilidades que via em algumas pessoas que, de alguma forma, passaram pela minha vida, ao passo que outras insistiam em desresponsabilizar-me por situações em que eu estava envolvida lembrando-me o quanto "impecável" eu era...

 

Só que eu há muito tempo que assimilei um facto da vida muito simples: não existem "vítimas" ou "carrascos". É o nosso ego que cria essas definições. Nós magoamos e somos magoados. Somos Luz e Sombra. Prevaleçe o lado a que damos força, ou que nos é mais natural... 

 

Seja qual for a situação que vem ao nosso encontro, nós temos sempre a nossa quota de responsabilidade. Ou assumimos, ou deixamos o nosso Ego assumir o controlo da situação. E quando este "menino" (o Ego) entra em acção, tudo na vida é culpa dos outros e nós somos perfeitos (só que não) ou somos uns mártires e os outros fizeram todos complô para nos lixar a vida na Terra (camon... O Ego é um dramático do caraças)!

 

True story: a vida às vezes é uma porr@. Mas vamos respirar fundo, assumir isso mesmo e fazer melhor no dia a seguir, ok?

 

E talvez isso implique mudanças... Porque na adversidade temos dois caminhos: o da lamentação e o da mudança.

 

O da lamentação, já sabes que não te leva a lugar nenhum.

 

O da mudança leva-te a algum lado... Podes não saber muito bem para onde... Mas à distância de um ano, eu digo que vale a pena fazer a viagem! ;)

 

E reforço novamente a recomendação que fiz nessa altura: o artigo do Mark Manson é mesmo muito, muito bom!!! Vale a pena reservarem uns minutos para irem até lá. :)

 

 

Imagem: Blog do Mark Manson (Sorry Mark, but I had to borrow your cat for my post!... :P )

 

 

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